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Robótica 4.0 – a tecnologia que aplica conceito de internet industrial e permite monitoramento remoto de robô colaborativo aplicado na indústria

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A Pollux é a primeira empresa brasileira a trazer a consolidada tecnologia dos robôs colaborativos com monitoramento remoto no modelo de locação para o País, e avança em sua proposta de aumentar a competitividade da indústria

Os robôs colaborativos e a internet industrial estão revolucionando a indústria e quebrando paradigmas ao automatizar postos de trabalho nunca antes pensados. De acordo com um estudo publicado em maio deste ano da consultoria McKinsey, 50% dos atuais postos de trabalho no Brasil poderiam ser automatizados, ou 53,7 milhões de um total de 107,3 milhões. Some esse indicativo com o mercado potencial de US$ 15 trilhões em 15 anos da internet industrial e tenha uma ótima solução para a indústria: robôs colaborativos com monitoramento remoto.

A Pollux, empresa líder em robótica colaborativa na América do Sul, aposta na integração de internet industrial e robótica para aumentar a competitividade da indústria de forma ágil e econômica. A empresa desenvolveu um modelo de negócio inédito: o robô como serviço, ou seja, – o cliente contrata a Pollux e paga uma espécie de “mensalidade” para o robô. “Aplicamos a engenharia necessária para o funcionamento do robô com monitoramento remoto – o cliente investe um valor mensal, e conta com todo o suporte do nosso time especializado – sem a necessidade de ter um robotista ou estoque de peças”, afirma o diretor comercial de robótica da Pollux, Geraldo Veroneze.

“Somos a única empresa a oferecer a “Robótica 4.0”, com monitoramento remoto, que atende às normas e procedimentos de segurança exigidos pela legislação. Já instalamos mais de 150 robôs colaborativos por todo Brasil, elevando nossos clientes a posições mais competitivas e com excelência em resultados -, mas nossa expectativa é chegarmos em 2 mil robôs instalados até 2020.

O executivo destaca, ainda, que o robô colaborativo é bastante rentável para as plantas que possuem a partir de dois turnos e podem gerar uma economia de até RS 200 mil por ano. As aplicações podem variar entre carga e descarga de máquinas, paletização, packing, injetoras, prensagem e estamparia, testes de vida útil do produto, encaixotamento, aplicação de adesivo, paletização, manipulação de produtos, inspeção de qualidade – Flex-i, linhas de envase, montagem, solda-ponto, entre outras. O robô colaborativo suporta cargas de até 10 quilos.

Com um baixo custo de implantação, rápida instalação e flexibilidade para a troca de função ou ajuste da quantidade de máquinas conforme demanda -, os robôs colaborativos atuam em atividades repetitivas e insalubres, reduzindo os riscos e custos relacionados à saúde dos operadores. Além disso, o robô por locação libera o caixa para investimentos no core business, reduz custos relacionados a falhas de operação ou perdas de materiais, sobretudo por não haver a necessidade de manter uma equipe interna de robotistas e nem estoque de peças para reposição. “Nosso cliente conta com um excelente suporte permanente, inclusão de novos produtos, manutenção e Spare Parts Pollux incluídos na proposta de “Robô como Serviço”, pontua Veroneze.

O software desenvolvido pela Pollux, que permite monitoramento remoto dos robôs de qualquer lugar do mundo –  conceito alinhado a indústria 4.0 e internet Industrial -, permite maior produtividade com a resolução de problemas em tempo real, além de garantir a antecipação e manutenção preditiva, proporcionando segurança e qualidade.

unnamed (3)Para o presidente e fundador da Pollux, José Rizzo, a indústria passa por um momento transformador que não terá volta. “A utilização de robôs num país é medida pela densidade robótica, ou seja, a quantidade de robôs existentes para cada grupo de 10 mil pessoas trabalhando em fábricas. A densidade robótica no Brasil é de apenas 10 para cada grupo, ao passo que no Japão e na Coréia do Sul são 500 e nos Estados Unidos, 300 robôs”, comenta.

De acordo com a International Federation of Robotics, a China chegará em 2018 com mais de 650 mil robôs, a Alemanha com 300 mil e os Estados Unidos com 250 mil. O Brasil levaria mais de 100 anos para atingir a densidade robótica destes países se continuar no ritmo atual.

“O modelo de negócio – Robô como Serviço, é uma tendência na indústria. Com isso conseguimos introduzir robôs em indústrias nas quais não tínhamos acesso. Quando falamos de robôs no Brasil, cerca de 85% está na indústria automotiva, é preciso abrir esta discussão para outros setores, como o de Bens de Consumo e de Bebidas e Alimentos, para que o segmento industrial brasileiro ganhe força perante os avanços importantes observados na Europa, América do Norte e Ásia”, analisa Rizzo.

Sobre a Pollux

Fundada há 20 anos, a Pollux é a empresa de automação industrial mais inovadora do Brasil, com mais de mil projetos implementados. O propósito da empresa é aumentar a competitividade da indústria por meio de soluções de Manufatura Avançada, Robótica Colaborativa e Internet Industrial para tornar as fábricas mais produtivas, eficientes e inteligentes, favorecendo que a indústria vença em um cenário global cada vez mais acirrado.

Tecnologias contra acidentes: empresas investem em tecnologias para prevenção de acidentes

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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o quarto país com mais mortes no trânsito na América Latina. Os altos índices de acidentes nas estradas, que destroem diversas famílias não param de crescer, na maioria das vezes são causados por imprudência no trânsito. E o protagonista destes acidentes, por mais que haja campanhas de conscientização e radares espalhados por todo o país, ainda é o excesso de velocidade.

unnamedEm busca de uma solução funcional e preventiva, empresas de transportes acionaram tecnologias para auxiliar no quesito prevenção de acidentes. Entre elas a telemetria, tecnologia que monitora em tempo real o comportamento do motorista no trânsito e alerta de imediato o condutor, caso seja identificada alguma situação de risco, como excesso de velocidade ou curva perigosa.

Essa tecnologia trouxe resultados satisfatórios. Segundo o especialista em tecnologias para prevenção de acidentes da Veltec, Giovani Benedetti, já foi possível constatar uma redução de mais de 80% de acidentes com empresas de transportes que utilizam a telemetria.   A tecnologia deu origem ao Safe Drive, solução que emite alertas em tempo real para o motorista quando identifica alguma irregularidade no trajeto como excesso de velocidade, frenagem, aceleração brusca e até a aproximação de trecho com alto risco de acidentes. “É uma das grandes inovações tecnológicas em prevenção de acidentes gerada para o setor de transportes”, reforça Benedetti.

Além das aquisições tecnológicas, organizações estão investindo também em campanhas de condução consciente no trânsito.  A BRF, uma das maiores empresas de alimentos do país, realiza semanalmente uma campanha batizada de “Diálogo de segurança”. A ação já impactou cerca de 8 mil motoristas e a empresa notou que seus condutores estão mais conscientes após a ação.

Para o coordenador de logística da BRF, Luís Marques é preciso pulverizar a ideia de que correr no trânsito é sinônimo de faturar mais. “Muitos motoristas pensam que quanto mais correm, mais vão faturar e se esquecem do mais importante, a preservação da vida”.

Ainda segundo o coordenador, a evolução de tecnologias auxiliou bastante o setor de transportes: “Não tenho dúvidas de que a tecnologia está contribuindo de forma significativa para a redução de acidentes. A telemetria, por exemplo, permite intervenções que podem salvar vidas. Antigamente era utilizado o tacógrafo para fazer medições de velocidade e outros dados, porém somente era possível acessá-los após a viagem, ou seja, não tinha como intervir em situações de risco”, analisa.

“Com o avanço da tecnologia é possível gerar um alerta ao motorista no ato da imprudência e evitar que ocorram acidentes fatais, além de mostrar para os condutores possíveis performances prejudiciais e fazê-lo evoluir nesta questão.  A condução consciente, além de salvar vidas, ainda reflete de forma significativa na saúde financeira do negócio”, conclui Marques.

A Triunfo Norte, empresa de concessão de rodovias, também investe em tecnologias e campanhas para estimular uma conduta mais consciente no trânsito. Segundo Renata Paiva, gerente de operações da empresa, quando o monitoramento começou, há 10 anos, houve resistência dos motoristas por conta do acompanhamento mais rigoroso. Mas atualmente eles enxergaram o quanto a tecnologia auxiliou-os a terem disciplina para uma condução consciente.

Já a empresa de ônibus de viagem Águia Branca encontrou na integração entre telemetria e câmeras a solução para aumentar em até 50% a performance do negócio. O gerente de planejamento operacional da divisão passageiro, André Cerqueira, revela que a tecnologia com imagens levou assertividade para a empresa. “Com o monitoramento por telemetria que mostra com dados precisos a performance perigosa munida de imagens, conseguimos conscientizar os motoristas e elevar a maturidade de segurança na empresa. Há quatro anos não sofremos acidentes de maior relevância”, destaca o executivo.

Para o especialista em tecnologias para prevenção de acidentes da Veltec, Giovani Benedetti, o Brasil é um país com preparo tecnológico para reverter estes números de acidentes e tem capacidade para virar o jogo.

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