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Brasília - Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, durante votação da Medida Provisória sobre renegociação de dívidas de produtores rurais e de caminhoneiros (Wilson Dias/Agência Brasil)

Cunha diz que vai recorrer de afastamento determinado por ministro do STF

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Brasília – Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, durante votação da Medida Provisória sobre renegociação de dívidas de produtores rurais e de caminhoneiros (Wilson Dias/Agência Brasil)

O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teve o mandato suspenso na manhã de hoje (5) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, está reunido com seus advogados e com deputados na residência oficial da presidência da Câmara e disse que vai apresentar recurso da decisão. Cunha está com o deputado Paulinho da Força (SD-SP) e Benjamin Maranhão (SD-PB).

De acordo com sua assessoria, Cunha permanecerá na residência oficial até ojulgamento de outra ação no STF, marcado para a tarde de hoje, quando os ministros julgam ação aberta pelo partido Rede, que também pediu à Corte o afastamento de Cunha da presidência da Câmara com base no argumento de que ele não poderia estar na linha de sucessão presidencial, uma vez que é réu na Justiça.

Cunha foi notificado por volta das 7:30 da manhã da decisão do ministro Teori Zavascki, que deferiu uma liminar determinando a suspensão do mandato de Cunha em atendimento a um outro pedido de afastamento do parlamentar, que havia sido feito em dezembro pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Em frente à residência oficial de Eduardo Cunha, segurança reforçada e muitos jornalistas aglomerados
Em frente à residência oficial de Eduardo Cunha, segurança reforçada e muitos jornalistas aglomerados José Cruz/Agência Brasil

Janot argumentou em seu pedido que Cunha se valia do cargo de presidente da Câmara para constranger deputados e atrapalhar o processo de cassação de seu mandato, em tramitação no Conselho de Ética da Casa.

A segurança foi reforçada em frente à residência oficial de Cunha, onde se aglomera uma grande quantidade de jornalistas e começam a chegar manifestantes contrários a Cunha.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Senado elege comissão especial que vai analisar processo de impeachment

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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Da Agência Brasil

O plenário do Senado elege hoje (25) os 21 titulares e 21 suplentes da comissão especial que vai examinar o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A instalação oficial do colegiado, com a eleição do presidente, do vice e do relator, está prevista para amanhã.

Após a instalação da comissão especial, começa a contar o prazo de dez dias úteis para que o relator apresente o parecer sobre a admissibilidade da abertura do processo. Nessa fase não há previsão de defesa da presidenta. O parecer precisa ser votado pelos integrantes do colegiado e a aprovação se dá por maioria simples.

Qualquer que seja o resultado da votação na comissão, a decisão final cabe ao plenário do Senado, que é soberano. No plenário, o parecer da comissão será lido e, após 48 horas, votado nominalmente pelos senadores. Para ser aprovado é necessária a metade mais um dos votos dos senadores presentes, desde que votem pelo menos 41 dos 81 senadores.

O primeiro passo da tramitação do impeachment no Senado foi a leitura em plenário, no dia 19, do parecer da Câmara favorável à abertura do processo. Em seguida, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), criou a comissão especial para a análise do processo e pediu aos líderes partidários a indicação dos 42 senadores que vão compor a comissão: 21 titulares e 21 suplentes. O documento lido em plenário foi publicado no dia 20 no Diário Oficial do Senado.

Se o parecer da comissão for pela admissibilidade do processo de impeachment e o texto for aprovado pelo plenário do Senado, o processo contra a presidenta é instaurado e Dilma será notificada e afastada do cargo por 180 dias. Com isso, o vice-presidente Michel Temer assume o governo. Se o parecer da comissão for rejeitado no plenário, a denúncia contra a presidenta será arquivada.

Se o processo de afastamento for aberto, começa a fase de produção de provas e a possível convocação dos autores da denúncia, da presidenta Dilma e da defesa até a conclusão das investigações e a votação do parecer da comissão especial sobre o processo.

Para que a presidenta perca o mandato são necessários os votos de pelo menos 54 senadores, dois terços da Casa. A sessão final do julgamento será dirigida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski.

Em caso de absolvição, a presidenta reassume o mandato imediatamente. Se condenada, ela é automaticamente destituída e fica oito anos sem poder exercer cargo público. O vice, Michel Temer, assume a Presidência da República até o fim do mandato, em dezembro de 2017.

Foto: Arquivo/Agência  Brasil

OAB oficia Anatel sobre franquia de internet fixa

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Foto: Arquivo/Agência Brasil

Da Agência Brasil

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) enviou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ofício com questionamentos jurídicos à medida cautelar publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira (18), que possibilita às operadoras de internet banda larga fixa estabelecer limites de utilização para os consumidores. Segundo o documento da OAB, a resolução da Anatel desrespeita o Código de Defesa do Consumidor e o Marco Civil da Internet.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Claudio Lamachia, afirmou hoje (20) que, na prática, uma lei federal está sendo revogada por uma medida cautelar, o que ele considerou “um absurdo”. Lamachia adiantou que o assunto será tema de um grande debate que envolverá as 27 seccionais da Ordem. Além disso, se a OAB não receber uma resposta da Anatel nos próximos dias, o caso será levado à Justiça para impedir a limitação do uso de dados na internet fixa.

“A postura da Anatel nos parece muito mais a de um sindicato representativo das empresas de telefonia do que a de uma agência preocupada em regular o mercado, com a visão de defesa do consumidor”, disse Lamachia. Segundo o presidete da OAB, o prazo de 90 dias estipulado pela agência para que as empresas se adaptem às exigências da resolução é, na prática, uma forma de “ensinar as operadoras sobre o que fazer para poder cobrar mais e mais dos consumidores”.

Na segunda-feira, o presidente da Anatel, João Resende, disse ao jornal Folha de São Paulo que a era da internet ilimitada havia acabado. A afirmação foi duramente criticada pelo presidente da OAB: “quando nós ouvimos isso de alguém que tem a responsabilidade de regular o mercado e de atuar na defesa dos consumidores, só posso dizer que quem acabou foi a Anatel”, disparou Lamachia.

Impacto

Lamachia também falou sobre os prejuízos que a limitação dos planos de internet poderão causar à sociedade. Para ele, o impacto não será sentido apenas na área do entretenimento, como na oferta de filmes e séries ou na utilização de jogos em rede.

“A internet é utilizada como um dos meios mais importantes para a disseminação da educação, da formação das pessoas. Aqui mesmo, na OAB, nós temos uma escola superior de advocacia que tem cursos a distância e que utiliza, basicamente, a banda larga”, afirmou. Lamachia lembrou ainda que a limitação do uso de dados pode prejudicar o processo judicial eletrônico, que, segundo ele, foi apresentado como uma das soluções para a morosidade da justiça.

Segundo Lamachia, a entrega de internet móvel, que sempre teve limitação de uso de dados, foi um “balão de ensaio” para que as operadoras levassem esse modelo também para a internet fixa. Ele afirmou que não deveria haver diferença entre os dois serviços, e que a OAB estuda pedir, também, o fim dos limites de franquia na rede de telefonia celular.

Aguinaldo  Ribeiro:  "não  estamos  julgando  as  pessoas,  estamos  julgando  o  governo"     Foto: Marcelo  Camargo/ABr

Ex-ministro de Dilma encaminha voto sim do PP ao impeachment

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Aguinaldo Ribeiro: “não estamos julgando as pessoas, estamos julgando o governo” Foto: Marcelo Camargo/ABr

O líder do PP na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (BA) iniciou sua fala neste domingo (17) conclamando os parlamentares a fazer uma reflexão profunda sobre o atual momento. “É preciso tolerância, respeito às opiniões divergentes. Qualquer que seja o resultado que possamos ter, [é preciso manter] o compromisso com a nação de estarmos unidos para o fortalecimento do Brasil”, disse.

Ex-ministro das Cidades do governo Dilma, Aguinaldo destacou que, neste dia histórico, todos têm consciência da responsabilidade hoje. “Iremos dar uma resposta ao Brasil, não decepcionaremos o povo”, afirmou.

Ao encaminhar o voto sim ao impeachment, por decisão da maioria do partido, Aguinaldo Ribeiro lembrou que fez parte da equipe ministerial no primeiro mandato de Dilma e negou que tenha havido “oportunismo” à época. “Como fui ministro, posso atestar as inúmeras qualidades da presidenta Dilma. Mas não estamos julgando as pessoas, estamos julgando o governo politicamente”, observou o deputado, dizendo que o país precisa “retomar urgentemente” a normalidade.

Ribeiro ressaltou ainda que o país não pode conviver com estagnação e paralisia. Segundo o líder do PP, o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO), que aponta o crime de responsabilidade do qual Dilma é acusada, é apenas parte do problema. “O Brasil precisa seguir em frente, e  o governo tem dificuldades na união da nação. O Brasil precisa voltar a ter esperança.”

Antes de começar a votação propriamente dita, o que deve está previsto para as 16h30,  cada líder de partido terá entre 3 e 10 minutos para encaminhar votos. O tempo de cada um depende do tamanho da bancada.

Foto: Portal Terça Livre

Ônibus bolivianos são interceptados pela Polícia Rodoviária em Anápolis

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Foto: Portal Terça Livre

Na manhã deste domingo (17/4), a Polícia Rodoviária Federal interceptou ônibus bolivianos, na rodovia BR-060 com destino à Brasília. Os três veículos foram apreendidos pela PRF e terão que dar explicação sobre o motivo que iria para Brasília, onde ocorre manifestações conta e a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.  Nessa semana, os bolivianos estavam na capital goiana e participaram de um congresso imobiliário. Os turistas tem autorização para viajar da Bolívia à Goiânia e retornar para a cidade de origem. Eles aguardam os agentes da Agência Nacional de Transportes Terrestres para tomar as devidas providências.

Na última sexta-feira (15), o Ministério Público Federal em Goiás recomendou que órgãos de segurança pública do estado impeçam participação de estrangeiros em atos políticos relacionados ao impeachment.

Brasília - Sampaio durante discussão sobre a admissibilidade do impeachment da presidenta, no plenário da Câmara Marcelo Camargo/Agência Brasil

Deputados tucanos defendem impeachment e acusam PT de dividir o país

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Da Agência Brasil

Brasília – Sampaio durante discussão sobre a admissibilidade do impeachment da presidenta, no plenário da Câmara Marcelo Camargo/Agência Brasil

Maior partido de oposição no Congresso Nacional, o PSDB levou seus cinco representantes à tribuna da Câmara para reafirmar a posição favorável ao impeachmente acusar a presidenta Dilma Rousseff de ter cometido crime de responsabilidade e fraude fiscal.

O primeiro, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), disse que a presidenta mentiu sobre a situação fiscal do país para se reeleger, enganando os eleitores e as instituições fiscalizadoras. “Quando era questinada sobre a situação dizia ‘estamos de pé, estamos firmes, superavitários’. Era mentira! O Brasil já estava de joelhos”, disse o deputado.

Sampaio também criticou a defesa da presidenta Dilma, feita pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, na manhã de hoje. O deputado tucano disse que Cardozo fez uma defesa “imprestável” e “amesquinhou o papel da AGU” ao defender a presidenta e seu cargo. “Imprestável é a defesa de Vossa Excelência, que perdeu de oito a dois na mais alta corte”, disse o deputado, em referência ao pedido da AGU para que a sessão sobre a admissibilidade doimpeachment fosse suspensa e que foi rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal.

Os líderes tucanos também abordaram a divisão política que vem sendo observada no Brasil e responsabilizaram o governo e PT por ela. Para o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), ambos jogaram a população em dois lados e alimentam as divergências. “Dividiu o branco contra o negro, o religioso contra o ateu, o índio contra o produtor. Não podemos continuar assim, nós somos filhos de uma mesma pátria. O PT não pode continuar dividindo o Brasil”, disse.

Bruno Araújo (PSDB-PE) ressaltou que “é hora de unir o Brasil” e disse que o impeachment servirá para que as instituições brasileiras mostrem que “há limites” ao governo. “Se não agirmos dessa forma outros governantes poderão incorrer na mesma irresponsabilidade e ilegalidade. Poderão cometer crimes contra a população e a Constituição para se manter no poder a qualquer custo”, afirmou.

Antes dos deputados falaram pelo partido, o deputado Antônio Imbassahy usou tempo de líder para também discursar a favor do impeachment. Para ele, esse “é o remédio jurídico que deve ser aplicado contra a presidente da República que cometeu crime de responsabilidade”.

“O que ficou evidente, durante toda a discussão, é que seus defensores não negam as infrações à legislação. Apenas tentam tumultuar a discussão e desviar o seu foco central, que são os crimes praticados”, afirmou o líder.

Para ele, a defesa da presidenta não negou que ela tenha cometido crime, apenas alegou que outros também tinham incorrido nas mesmas práticas, admitindo assim o desrespeito à Constituição. “De uma presidente da República que não respeita nem a Constituição, tudo pode se esperar. Restou comprovado que a presidente, ao maquiar as contas públicas e ao emitir decretos de suplementação de verbas sem autorização do Congresso Nacional, infringiu a Lei Orçamentária, a Lei de Responsabilidade Fiscal e praticou crimes de responsabilidade”, afirmou.

Os partidos políticos têm tempo de uma hora cada um para discursar. O período pode ser dividido em até cinco oradores escolhidos pelo próprio partido. Antes do PSDB, já discursaram PT e PMDB. Ao todo, 25 partidos têm representação na Câmara e terão direito ao tempo.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Temer diz que vazamento foi “equívoco”, e que não há novidade

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Da Agência Brasil

O vice-presidente Michel Temer disse que agravação feita por ele e divulgada hoje, na qual apresenta propostas que pretende discutir, caso assuma o governo, foi um “equívoco” e que foi em resposta a alguns “companheiros”, que perguntaram a ele se estava preparado para ocupar a Presidência da República.

Segundo Temer, em vez de enviar a mensagem para outro amigo, o áudio foi direcionado a “um grupo que acabou divulgando esta matéria”.

“Eu falava com vários companheiros e, naquele momento, me perguntaram se eu estava preparado para a eventualidade daquilo que viesse a acontecer no próximo domingo, porque, certa e seguramente, se exigiria uma manifestação minha. Eu disse: Olha, até vou fazer o seguinte. Vou gravar aqui uma coisa que eu imagino que eu possa dizer”, disse.

Após o vazamento do áudio, Temer convocou jornalistas para comentar o assunto. Ele afirmou que as teses defendidas, de prestígio aos setores produtivos, manutenção de programas sociais e chamamento dos partidos para uma “salvação nacional” são as mesmas sustentadas por ele ao longo do tempo. “Não estou dizendo novidade”, afirmou.

Perguntado se o vazamento poderia alterar o resultado da votação do impeachment na Câmara, que deve terminar neste domingo (17), Temer disse que não. Ele  afirmou também que não iria comentar críticas de que é “golpista”, e estaria sentando-se na cadeira antes do tempo. Certas afirmações não merecem, digamos assim, a honra da minha resposta”, disse o vice-presidente.

“Mas reitero que aquilo que disse foi exatamente aquilo que fiz no passado. Continuarei a fazer, dependendo do que acontecer no dia 17 [dia previsto para o impeachment ser votado na Câmara]. E verifiquem, na gravação, que me dirigi respeitosamente ao Senado, dizendo que apesar da eventual decisão que se dê, ainda teremos que cautelosamente aguardar decisão do Senado. Mas ainda que governo continue tal como está, continuarei sustentando as mesmas teses. Não mudei um centímetro do que falei no passado”, disse.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Rosso e Arantes são eleitos presidente e relator da comissão do impeachment

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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Iolando Lourenço e Luciano Nascimento – Repórteres da Agência Brasil

A comissão especial encarregada de dar parecer ao processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff elegeu há pouco o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) para presidir os trabalhos e o deputado Jovair Arantes (PTB-GO) como relator.

Também foram eleitos: 1° vice: Carlos Sampaio (PSDB-SP), 2° vice: Maurício Quintella Lessa (PR-AL) e como 3° vice, Fernando Coelho Filho (PSB-PE).

A chapa recebeu 62 votos favoráveis e houve três abstenções.

Rogério Rosso

O deputado Rogério Rosso é advogado, político e músico. Natural do Rio de Janeiro, mudou-se para Brasília com um ano de idade. É formado em direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e é especialista em marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em direito tributário, também pelo UniCEUB.

Foi secretário de Desenvolvimento Econômico de Joaquim Roriz, que depois o nomeou administrador regional de Ceilândia. Na sua gestão, criou o Ceilambódromo e o carnaval da cidade foi transferido para lá.

Durante o governo de José Roberto Arruda, foi presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Candidatou-se a deputado federal em 2006, mas não foi eleito, ficando na primeira suplência, com 51 mil votos.

Em 17 de abril de 2010, foi eleito, com 13 votos, governador do Distrito Federal em turno único na eleição indireta promovida pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. Foi empossado para o governo provisório em 19 de abril, juntamente com a vice-governadora, Ivelise Longhi.

Jovair Arantes

Cirurgião-dentista, formado pela Faculdade de Odontologia João Prudente de Anápolis, atual Unievangélica, Jovair Arantes iniciou sua vida pública ao se filiar ao PMDB em 1983, sendo eleito, em 1988, vereador por Goiânia. Em 1989 foi um dos fundadores do PSDB em Goiás.

Em 1990, elegeu-se deputado estadual e, dois anos depois, elegeu-se vice-prefeito de Goiânia, na chapa encabeçada pelo petista Darcy Accorsi. Renunciou ao cargo para candidatar-se (e eleger-se) a deputado federal em 1994. Foia reeleito por mais quatro vezes seguidas.

Em 2003 desfiliou-se do PSDB, filiando-se ao PTB, partido pelo qual Jovair Arantes se credenciou como líder no Congresso Nacional por várias vezes.

Food Truck é aprovado no DF  (José Cruz/Agência Brasil)

Atividade de food trucks está legalizada em Brasília

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Food Truck é aprovado no DF (José Cruz/Agência Brasil)

Publicada no Diário Oficial do DF desta quarta-feira (16), lei que dispõe sobre o assunto foca na competitividade justa e na segurança de clientes

Renaro Cardozo e Paloma Suertegaray, da Agência Brasília

Nesta quarta-feira (16), passou a ser legal a venda de alimentos em veículos automotores ou rebocáveis adaptados, os chamados food trucks, em áreas públicas de Brasília. Publicada no Diário Oficial do Distrito Federal de hoje (16), a Lei nº 5.627, de 15 de março de 2016, estipula locais, horários, regras de funcionamento, multas e outras normas para que a nova modalidade de negócio não conflite com as já regulamentadas nem ofereça riscos à população.

Os food trucks têm presença garantida em boa parte dos eventos de rua da cidade. Por ser uma atividade que cria emprego e renda, o Executivo formou, em março de 2015, grupo de trabalho para desenvolver a proposta de regularização desse comércio itinerante.

A lei, elaborada em parceria com o Legislativo, pretende equilibrar a relação entre os comerciantes móveis e os fixos ao determinar que, nas proximidades de restaurantes e lanchonetes, por exemplo, os food trucks operem em horário diferente. Pode haver exceções desde que as partes estejam de acordo.

Está sujeito às normas para food trucks quem desenvolver, em veículo automotor ou rebocável, operações mínimas de manipulação e armazenamento de alimentos, tiver autonomia de água e energia e depósito adequado de captação dos resíduos líquidos gerados. O local de trabalho também é limitado: não pode ultrapassar 7 metros de comprimento, 2,5 metros de largura e 3,3 metros de altura.

Impedimentos
A proposta já define algumas proibições. Outras virão de regulamentações futuras. Os food trucks não podem ficar ao longo de vias de trânsito rápido e de rodovias, nem em áreas estritamente residenciais — como no interior das superquadras do Plano Piloto — ou próximo a instituições hospitalares.

O canteiro central e as Vias N1 e S1 do Eixo Monumental, entre a Praça dos Três Poderes e a Torre de TV, também constam como locais indevidos para a atividade. A exceção nesse trajeto serão os bolsões de estacionamento da fonte luminosa da torre.

Quanto ao funcionamento, os food trucks não podem comercializar bebidas alcoólicas nas proximidades de escolas nem oferecer música ao vivo ou ter televisão com amplificador de som. Também é vedado usar equipamentos públicos, como postes, canteiros e bancos, para ampliar o espaço ou ajudar na montagem do veículo ou da tenda. Fica proibido ainda colocar cercas, paredes, tapumes ou qualquer item que delimite espaço.

Regulamentação
O projeto de lei — apresentado pelo deputado distrital Renato Andrade (PR) e outros parlamentares — trazia várias questões a respeito de ocupação de área pública, como a documentação necessária para conseguir a autorização e as taxas a ser pagas. O texto também estabelecia que os veículos poderiam ocupar área máxima de 15 metros e deveriam seguir uma série de normas de segurança.

No entanto, as regras foram vetadas antes da aprovação do projeto, por orientação da Procuradoria-Geral do DF, que considerou haver vício de iniciativa — quando a proposta é feita por quem não tem competência legal para tanto. De acordo com o secretário-adjunto do Trabalho, da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Thiago Jarjour, essas determinações devem ser incluídas em decreto regulamentador, com publicação prevista para até 90 dias. “A lei foi construída a partir do diálogo com o Legislativo e as entidades do ramo. Então, a previsão é que a regulamentação da lei mantenha o que foi acordado.”

Jarjour também destaca a importância da nova norma. “Os proprietários de food trucks passam a ter segurança jurídica e legal para o desempenho da atividade, sabendo quais são seus direitos e suas obrigações.”

Legalidade
Para sair da informalidade, o dono de food truck precisa ter CNPJ e pagar os impostos correspondentes. Uma das opções é tornar-se microempreendedor individual. Enquadra-se nessa categoria quem fatura até R$ 60 mil por ano ou R$ 5 mil por mês, não tem participação em outra empresa como sócio ou titular e contrata, no máximo, um empregado que recebe salário-mínimo ou o piso das categorias de garçom ou cozinheiro, por exemplo.

Entre as vantagens para o microempreendedor individual estão facilidades para abertura de conta bancária, para pedido de empréstimos e para emissão de notas fiscais.

O empresário ainda tem direito a benefícios previdenciários, como auxílio-maternidade, auxílio-doença e aposentadoria. O registro é feito no Portal do Empreendedor.

Grupo de trabalho
De março a julho do ano passado, reuniram-se para debater o tema representantes das Secretarias de Gestão do Território e Habitação; de Saúde; e de Turismo; das administrações regionais do Plano Piloto e de Águas Claras; da Polícia Militar; do Departamento de Trânsito; do Departamento de Estradas de Rodagem; da Defesa Civil; da Agência de Fiscalização; e do Corpo de Bombeiros. Participaram das discussões a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília e a Associação Brasiliense de Food Trucks.

“É uma forma de minimizar os problemas”, parabeniza a vice-presidente da Associação Brasiliense de Food Trucks, Aline Pimenta. “Em vez de receber o projeto de lei pronto, todos os lados foram ouvidos”, elogia. Fazem parte da entidade 70 empreendedores. A minuta do projeto foi fechada no começo de agosto.

20150911

Hipotireoidismo: Síndrome causada pela queda na produção de hormônios

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Como outros males da tireóide, o hipotireoidismo é mais comum em mulheres, a partir dos 40 anos de idade, mas pode ocorrer em qualquer indivíduo independente de gênero ou idade. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia cerca de 3 a 5% da população tem alguma forma de hipotireoidismo. Nesses casos é como se o organismo estivesse funcionando mais devagar e por isso as pessoas na maioria das vezes sentem cansaço excessivo, sintomas depressivos, diminuição da memória, fala lenificada, sonolência, constipação intestinal; outros sintomas comuns também são menstruação irregular, dores musculares, pele seca, queda de cabelos, ganho de peso, aumento do colesterol .

Na maioria das vezes, o hipotireoidismo é causado por uma inflamação denominada Tireoidite de Hashimoto, uma disfunção auto-imune, onde o próprio sistema imunológico reage contra a tireóide. Mas outras causas como deficiência do iodo, iodoterapia e uso de algumas medicações  podem levar ao hipotireoidismo.

A especialista em endocrinologia Carolina Meireles explica que o diagnostico é simples, realizado com a dosagem dos hormônios tireoidianos no sangue. O tratamento deve ser iniciado com o hormônio tireoidiano assim que realizado o diagnóstico.  As medicações podem ser usadas em qualquer idade, incluindo o uso durante a gestação. “O acompanhamento com o endocrinologista deve ser realizado periodicamente para avaliação e reajuste das doses dos hormônios quando necessário. As pessoas tratadas apresentam uma vida completamente normal, sem restrições e as mulheres podem engravidar normalmente desde que as taxas hormonais estejam ajustadas”, orienta Carolina. De acordo com a especialista, a medicação nunca deve ser interrompida sem orientação médica, principalmente nas gestantes.

Muitas pessoas questionam a respeito de ganho de peso causado pela doença, mas o  que acontece  é que o metabolismo de uma pessoa com hipotireoidismo sem tratamento fica mais lento, logo, mesmo realizando atividade física e dieta, o organismo gasta menos energia. Além disso, pode ocorrer retenção de líquidos, o que na balança vai causar o aumento de peso. Manutenção da atividade física aliada à dieta e tratamento correto do hipotireoidismo levam a regulação do peso.

Serviço:

Reju – Viva com prazer

SGAS 616 Edifício Linea Vitta Centro Clínico Bloco B Sala 32 – Asa Sul

Contato: 61. 3702-0919

www.reju.com.br

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