Embolização

Trata-se de um procedimento minimamente invasivo que não necessita de internação e é feito sob anestesia local. Semelhante ao cateterismo, um minúsculo tubo flexível de 2 milímetros de diâmetro (cateter) é introduzido na artéria femoral (virilha). Sob orientação de um aparelho que emite raios X, este tubo navega até a próstata e uma substância feita de resina acrílica inofensiva ao organismo (semelhante a grãos de areia) é injetada dentro da próstata com o objetivo de reduzir a sua circulação. Após isto, a próstata começa a diminuir de tamanho e alivia a obstrução da uretra permitindo a passagem da urina.


Resultados

Temos apresentado os resultados dos nossos estudos em diversos congressos internacionais e nacionais de urologia e de radiologia intervencionista. Recentemente, nosso grupo passou a ser reconhecido como referência mundial nesta técnica e começamos a treinar médicos de vários países que estão participando conosco de um estudo multicêntrico internacional coordenado pelo Hospital das Clínicas da USP e supervisionado pelo Food and Drug Administration (FDA, órgão norte americano responsável pelo controle de novos tratamentos e medicamentos). O objetivo é reproduzir os nossos resultados obtidos na USP

em diferentes países. Assim, a técnica vem ganhando a credibilidade necessária e consagrando-se como mais uma alternativa de tratamento aos pacientes com dificuldades urinárias decorrentes da HPB.

No estudo, iniciado em junho de 2008, foram tratados onze pacientes portadores de retenção urinária aguda (tiveram de colocar sonda) devido à HPB e que estavam em lista de espera para realizar a Ressecção Transuretral da Próstata (RTU ou “raspagem” da próstata por dentro do canal). Antes da embolização (EAP) os pacientes foram avaliados pelo urologista (necessário o toque retal), exames de sangue gerais pré-operatórios (incluindo o antígeno específico da próstata – PSA), exame de urina, estudo urodinâmico, ultrassonografia e ressonância magnética da próstata.

 

No estudo inicial, o tratamento obteve um resultado satisfatório, com redução de aproximadamente 30% do tamanho da próstata. Dos 11 pacientes tratados no estudo inicial, 10 voltaram a urinar espontaneamente nos dias seguintes ao procedimento (retirada

da sonda em um período médio de 12 dias após a embolização). Após a confirmação do sucesso da EAP em pacientes que usavam sonda vesical, decidiu-se tratar os pacientes que tinham sintomas da HPB, entretanto, ainda não usavam sonda. Observou-se a mesma taxa de sucesso e até o momento, já foram tratados mais de 200 pacientes. Deve-se ressaltar que a avaliação pelo urologista é indispensável para a realização deste novo procedimento.

Deve-se entender que a EAP não foi feita para tratar a HPB, e sim os sintomas decorrentes da HPB. A embolização pode proporcionar a melhora parcial ou total dos sintomas do trato urinário baixo (prostatismo) que surgem em decorrência do crescimento da próstata pela HPB,

As principais vantagens da EAP é ser minimamente invasiva, o paciente pode ir para casa no mesmo dia, não é feita pela uretra (e sim por uma punção na virilha), sob anestesia local e com ótimos resultados. É indicada para tratar próstatas de qualquer tamanho e. Além disso, não compromete a função sexual do paciente. A embolização não impossibilita a realização de outros tratamentos cirúrgicos tradicionais. A EAP pode auxiliar as cirurgias tradicionais pois diminui a circulação (vascularização) da próstata, reduzindo os riscos de sangramento.

Quando a glândula mede até 90 gramas o tratamento cirúrgico tradicional é a RTU. A prostatectomia aberta normalmente está indicada para próstatas maiores de 90 gramas.

Vale ressaltar que a HPB é uma doença de alta prevalência, associada com a idade avançada e à testosterona (o principal hormônio sexual masculino). Estima-se que 90% dos homens irão desenvolver a doença em algum momento da vida. Apesar de ser uma doença benigna, os sintomas da HPB comprometem de a qualidade de vida do paciente e daqueles que convivem com ele. Os principais  sintomas urinários são jato urinário fraco, demora e dificuldade para urinar, esforço miccional, jato urinário intermitente,  aumento da frequência urinária, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, urgência para urinar e, em alguns casos, a incontinência urinaria.


Diagnóstico

Para fazer o diagnóstico, cabe ao urologista observar um possível aumento do volume da próstata por meio do toque retal.  Além disso, o exame de PSA deve ser realizado para ajudar a descartar a presença de câncer da próstata. Nos pacientes sintomáticos, exames complementares como ultrassonografia e urofluxometria são necessários, pois ajudam a avaliar a repercussão da obstrução prostática sobre o trato urinário (bexiga, ureteres e rins).

Os pacientes candidatos à embolização da próstata deverão ser submetidos a avaliação pela ressonância magnética, pois trata-se de estudo diagnóstico muito mais detalhado que a ultrassonografia. Quando a glândula mede até 90 gramas o tratamento cirúrgico tradicional é a RTU. A prostatectomia aberta normalmente está indicada para próstatas maiores de 90 gramas.

Vale ressaltar que a HPB é uma doença de alta prevalência, associada com a idade avançada e à testosterona (o principal hormônio sexual masculino).

Estima-se que 90% dos homens irão desenvolver a doença em algum momento da vida. Apesar de ser uma doença benigna, os sintomas da HPB comprometem de a qualidade de vida do paciente e daqueles que convivem com ele. Os principais  sintomas urinários são jato urinário fraco, demora e dificuldade para urinar, esforço miccional, jato urinário intermitente,  aumento da frequência urinária, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, urgência para urinar e, em alguns casos, a incontinência urinaria.

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