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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Museu do Amanhã mostra exposição Capte-me, nenhuma presença será ignorada

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Da Agência Brasil

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A ideia de que cada pessoa no seu dia a dia produz rastros digitais e de que os dados produzidos por esta interferência podem ser usados na elaboração de conhecimentos, levou o Laboratório de Atividades do Amanhã (LAA) do Museu do Amanhã, na Praça Mauá, centro do Rio, a preparar a exposição CAPTE-ME: nenhuma presença será ignorada. O nome da exposição representa com exatidão a experiência que cada pessoa terá durante a visita. Os diversos movimentos que fizer no espaço serão notados e registrados de várias formas, mostrando, inclusive, que é possível, para o visitante, interferir no ambiente.

“Essa exposição tenta revelar que a cada momento a gente está, possivelmente, sendo captado por vários sensores e vários sistemas que estão em volta da gente. Anda na rua e tem câmeras que captam a gente. O nosso celular manda um sinal chamado de CDR e a cada dois minutos ele sabe a sua localização, quantos celulares estão em volta, então, são várias informações a todo momento. Cada vez mais a gente está sendo monitorado e captado por vários sistemas. O interessante com isso é poder entender esta informação e interferir no sistema”, disse àAgência Brasil a diretora do Laboratório de Atividades do Amanhã (LAA) do Museu do Amanhã e curadora da exposição, Marcela Sabino.

Durante a visita, o público passeia por ambientes lúdicos e exploratórios e interage com projeções, sons e gráficos, que se modificam com o recebimento de dados em tempo real, por meio de sensores que captam o movimento da pessoa, conforme a distância dos aparelhos e de acordo com a temperatura e luminosidade da sala. Pode ter ainda a experiência, de, por meio de tablets, visualizar representações do fluxo de pessoas no mundo. Além disso, pode acompanhar vídeos de especialistas com explicações para temas como: O que é dado, informação e conhecimento; Internet de todas as coisas; e Big Data.  “Essa é uma maneira artística de trabalhar o tema de dados, que pode ser muito seco, de uma forma lúdica. É uma metáfora para o que acontece no mundo em todos os momentos”, contou a diretora.

Marcela Sabino afirmou que os dados são a principal matéria prima da era da informação. “Quando se começa a tratar os dados com mais volume, com planilhas e estatísticas, passa a ter resultados que podem trabalhar de várias formas e geram conhecimento. Tiram conclusões que podem ser usadas em políticas públicas para soluções de problemas”, disse.

Tanta novidade animou Isabel Monteiro Cardoso. A menina de 9 anos percorreu a exposição registrando tudo em um vídeo feito com o seu celular. “Eu boto no youtube. Aí mostro a exposição, as coisas”, disse empolgada, informando, no entanto, que ainda não é uma YouTuber[pessoa que cria canais no site de vídeos YouTube]. “Não, mas estou tentando”.  Para a menina, que foi à exposição com a irmã gêmea Luíza e a amiga de 9 anos Maria Isabella Campos Carvalho, o que mais  chamou atenção foi passar a mão em quatro torres e provocar a criação de um som diferente em cada uma interferindo no ambiente. A mesma sensação teve a amiga. “É legal a gente ficar botando a mão ali e ter vários sons diferentes e escutar sons que a gente nunca escutou”, revelou.

A irmã Luiza gostou tanto da experiência que vai falar com os amigos para irem na exposição. A menina já tinha ido algumas vezes passear na área externa do museu, mas se encantou em poder conhecer a parte interna. “Eu gosto de brincar lá e ver os navios [na Baía de Guanabara], os aviões [chegando e partindo do Aeroporto Santos Dumont, que fica próximo], o museu é bem legal, mas prefiro aqui dentro. Gostei muito”, disse.

Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil

Rio de Janeiro – As meninas Maria Isabella, Isabel e Luiza se divertiram na exposição Capte-me, nenhuma presença será ignorada Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil

Para a mãe de Maria Isabella, a dona de casa Márcia Campos Carvalho, 45 anos, que junto com o pai das gêmeas, Luiz Cardoso, acompanhava as crianças achou que também para os adultos a exposição é instigante. “Por mais que avence a tecnologia ninguém vai descobrir o que vai dentro de nós”, indicou.

O arquivista, Luiz Cardoso, de 69 anos, gostou de ver que as filhas e a amiga delas estavam se divertindo. “É conhecimento para elas. Para as crianças é muito importante. Achei formidável. Até então, eu não tinha conhecimento disso. Gostei muito”, apontou.

A advogada Carla Lacerda, de 47 anos, foi com a irmã Fabiana e achou tudo bem diferente. “Você verificar o som, a imagem  e a  sensibilidade. A gente quando entrou na sala estava até com frio, mas depois que a gente descobriu como funcionava a sala, ficou até com calor, por interagir com a luz e o som. Foi muito interessante.  Por meio do movimento conseguir transmitir dados para estudos é fora da nossa realidade atualmente, pelo menos que eu saiba”, contou.

Para Fabiana Lacerda o que mais chamou atenção foi se mexer diante de um painel e ver que os seus movimentos criavam imagens diferentes e geravam dados novos. “A gente às vezes nem para para pensar que nossos movimentos, a nossa energia, tudo pode ajudar até em uma pesquisa”,  analisou.

O aposentado mineiro Reinaldo Moreira, de 66 anos, morador no Rio ainda não tinha conhecido o Museu do Amanhã. Gostou do que viu e ainda mais por encerrar a visita na exposição. “Na era da tecnologia muita coisa mudou, principalmente, com o computador e a internet. É interessante ver isso tudo e poder saber que a gente pode interferir. É muito importante”, disse.

O Laboratório de Atividades do Amanhã, que apresenta a exposição, é dedicado à inovação e à experimentação, com atuação nos efeitos e resultados das tecnologias tradicionais e exponenciais, com inteligência artificial, robótica, impressão 3D e biotecnologia e ainda com preocupação com o futuro em temas que vão desde o trabalho até a alimentação. A exposição, que foi inaugurada na sexta-feira, (6) poderá ser visitada até o dia 20 de julho.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Prefeito do Rio diz que vai indenizar famílias das vítimas da ciclovia Tim Maia

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Da Agência Brasil

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse hoje (23) que irá indenizar as famílias das vítimas da ciclovia Tim Maia, em São Conrado, zona sul da cidade.

“Busquei contato com as famílias das vítimas, pessoas já conversaram com o cunhado e a viúva de uma das vítimas do acidente. Falei pessoalmente com o cunhado de uma das vítimas, mas ainda não consegui falar com a viúva. A prefeitura, dentro da sua possibilidade, vai buscar, de maneira adequada, como em outros casos em que teve responsabilidade sobre tragédias na cidade, ressarcir essas pessoas do ponto de vista material, embora nada repare a perda de uma vida”, disse Paes.

Sobre recentes relatórios Do Tribunal de Contas do Município (TCM), que apontaram rachaduras e falhas em trechos da ciclovia, Paes ressaltou que nem sempre os técnicos da prefeitura concordam com as recomendações. “Todas as recomendações do TCM são sempre acatadas e discutidas, nenhuma é ignorada. Todos os alertas foram contestados e explicados”.

Paes ressaltou a importância de um plano de contingência para futuras ressacas do mar, mas disse que não há como saber se as mortes não teriam acontecido caso já houvesse um. “Hoje parece meio óbvio que teríamos que ter um plano de contingência ali. Estamos inclusive olhando uma demanda antiga do Centro de Operações, que é o monitoramento de marés para a prefeitura poder agir não só nesse caso”, acrescentou. Ele descartou, contudo, uma possível  demolição da ciclovia.

O prefeito voltou a defender a idoneidade dos processos de licitação das obras da ciclovia e do gerenciamento de outras obras gerenciadas pela Concremat.

“Todos os processos são feitos de maneira muito transparente. A Concremat tem mais de 60 anos, presta serviços para a prefeitura há muito tempo e é uma empresa respeitada no mercado”, declarou . “O gerenciamento é uma especialidade da empresa. Ela é conhecida e respeitada por isso”, completou.

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