Prisão
PCDF prende suspeitos de roubo milionário em casa no Lago Sul
Crime ocorreu em agosto de 2024; vítimas foram rendidas e mantidas presas em banheiro enquanto grupo levava relógios de luxo e dinheiro
07/03/2026 14h53
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Foto: Reprodução/PCGO

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu dois homens suspeitos de participar de um roubo milionário em uma residência no Lago Sul, em Brasília. Segundo a corporação, o crime aconteceu em agosto de 2024 e causou prejuízo estimado em cerca de R$ 1 milhão às vítimas.

A investigação foi conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), da Coordenação de Crimes Patrimoniais (Corpatri), que identificou os autores do assalto ocorrido em uma casa na QI 23 do SHIS.

De acordo com a polícia, quatro homens participaram da ação. Eles chegaram ao local no dia 8 de agosto de 2024 usando o pretexto de realizar um serviço de vidraçaria para conseguir acesso à residência. Após entrar no imóvel, o grupo anunciou o assalto com armas de fogo.

As vítimas foram rendidas, imobilizadas com lacres plásticos e mantidas presas dentro de um banheiro enquanto os criminosos reviravam a casa. Os suspeitos levaram nove relógios de luxo das marcas Rolex e Breitling, além de dinheiro em dólar, peso argentino e real.

As investigações apontaram que o crime foi planejado com antecedência. Um dos suspeitos é dono de uma empresa de vidraçaria que havia prestado serviço na residência dias antes do roubo. Segundo a polícia, ele teria repassado informações sobre a rotina dos moradores e sobre os objetos de valor guardados na casa.

Durante as diligências, os policiais identificaram que o carro usado na fuga — um VW Gol prata — circulava com placa clonada. Após análise técnica e cruzamento de dados, a equipe descobriu a placa original do veículo e localizou o proprietário, que afirmou ter emprestado o automóvel a um dos investigados no dia do crime.

A polícia também identificou que os suspeitos possuem histórico de crimes semelhantes. Conforme a PCDF, eles acumulam mais de 20 ocorrências relacionadas a estelionato. O modus operandi consistia em iniciar serviços em residências e não concluir os trabalhos, ficando com o dinheiro pago pelas vítimas.

Segundo os investigadores, neste caso o acesso à residência de alto padrão e a presença de bens de luxo teriam motivado a escalada do crime, passando do estelionato para o roubo com restrição de liberdade das vítimas.

Os dois homens foram indiciados por roubo circunstanciado — com uso de arma de fogo, restrição da liberdade das vítimas e participação de várias pessoas — além de adulteração de sinal identificador de veículo. As penas somadas podem chegar a até 20 anos de prisão.

Os suspeitos estão presos e à disposição da Justiça.