Gesto de amor
Sessão solene na CLDF homenageia doadores de sangue e destaca impacto da solidariedade na vida de pacientes
Cerimônia reuniu profissionais da saúde, gestores, voluntários e pessoas beneficiadas por transfusões para reforçar a importância da doação de sangue no Distrito Federal
17/06/2026 10h21
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Deputado Jorge Vianna entrega Moção de louvor para servidor do HBDF. Foto: Divulgação
A importância da doação de sangue para o atendimento de milhares de pacientes foi destaque, nesta terça-feira (16), durante sessão solene realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em homenagem ao Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho. O evento reuniu representantes da saúde pública e privada, instituições parceiras e pessoas que vivenciam diariamente os impactos desse gesto de solidariedade.
 
Compondo a mesa de honra do evento, a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, ressaltou a importância de ampliar o debate sobre a doação e valorizar quem contribui para essa rede de solidariedade. "Doar é um gesto de amor. Seja qual for a forma de doação, ela nasce da empatia e da compaixão. Precisamos falar cada vez mais sobre essa temática e reconhecer todos que dedicam sua força de trabalho e sua solidariedade para salvar vidas", destaca.
 
Eliane também reforçou a parceria permanente entre o IgesDF e a Fundação Hemocentro de Brasília para garantir o atendimento aos pacientes dos hospitais administrados pelo instituto. “O Hospital de Base (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e o Hospital Cidade do Sol (HSol) atendem diariamente pessoas que dependem da generosidade dos doadores. Nosso respeito e admiração a todos que contribuem para que essa assistência aconteça”, afirma.
 
Autor da homenagem e presidente da sessão, o deputado Jorge Viana destacou que a doação de sangue continua sendo um desafio para o país. Segundo ele, apenas 1,6% da população brasileira doa sangue regularmente, enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda que esse índice alcance pelo menos 3%. “Quero conclamar todos que nos acompanham a se tornarem doadores regulares. É um processo rápido, seguro e que pode fazer toda a diferença para quem está lutando pela vida”, pontua.
 
Ao longo da solenidade, os participantes reforçaram uma mensagem em comum: ainda não existe tecnologia capaz de substituir o sangue humano. O presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, Osnei Okumoto, destacou que cada doação representa uma oportunidade de tratamento e recuperação para milhares de pacientes. “Cada bolsa coletada representa uma oportunidade de tratamento, recuperação e recomeço para milhares de pacientes que dependem diariamente desse recurso essencial”, comentou ao reforçar a relevância do trabalho desenvolvido pelos serviços de coleta e transfusão. “A mobilização da sociedade continua sendo indispensável para manter os estoques em níveis seguros e assegurar o atendimento de quem mais precisa", acrescenta.
 
Contexto histórico e técnico do ato de doar
 
Representando o Ministério da Saúde, a coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados, Luciana Maria de Barros, lembrou que o Dia Mundial do Doador de Sangue foi criado pela Organização Mundial da Saúde em homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner, responsável pela descoberta dos grupos sanguíneos e por tornar as transfusões seguras.
 
Para ela, a data simboliza muito mais do que uma celebração: é um convite ao exercício da cidadania, da responsabilidade social e do altruísmo.
 
Durante sua participação, Luciana também recordou a transformação vivida pelo país nas últimas décadas. Segundo ela, até os anos 1970, a doação remunerada era uma prática comum, expondo doadores e receptores a diversos riscos.
 
A construção da rede pública de hemocentros a partir da década de 1980 e a proibição da comercialização de sangue pela Constituição Federal de 1988 consolidaram um modelo baseado no voluntariado, na gratuidade e no anonimato.  “São princípios que garantem a segurança de quem doa e de quem recebe”, salientou a gestora.
 
Luciana também destacou que 2026 marca os 25 anos da Política Nacional do Sangue e do Sistema Nacional de Sangue (SINASAM), estrutura responsável pela coordenação da hemoterapia brasileira.
 
A visão de quem acompanha diariamente os pacientes que recebem esse cuidado foi apresentada pela médica hematologista da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, Nina de Oliveira. Representando a assistência especializada, ela agradeceu aos doadores e destacou o impacto concreto que cada bolsa de sangue tem na vida de quem enfrenta um tratamento. “Quem está do outro lado pode afirmar que esse paciente é eternamente grato por esse ato. Isso faz diferença na vida dele e realmente salva vidas”, completa.
 
Como forma de reconhecimento às contribuições prestadas à promoção da doação de sangue e ao fortalecimento da hemoterapia no Distrito Federal, a Câmara Legislativa também realizou a entrega de moções de louvor ao final da sessão.
 
Entre os homenageados esteve a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, além de doadores que ajudam a manter viva essa corrente de solidariedade. A homenagem contemplou ainda colaboradores da área de hematologia do Hospital de Base: Daiane Pereira, James de Sousa e Juliana Xavier, profissionais que atuam diariamente para garantir assistência segura e qualificada aos pacientes que dependem do ciclo do sangue.