PERIGO VENENOSO
Casos de picadas de escorpiões no Distrito Federal explodem e chegam a 45%
Até o último mês de maio, a capital federal contabilizou 1134 episódios
12/06/2023 07h30 Atualizada há 3 anos
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Mudanças climáticas estão entre os fatores que facilitam o surgimento de escorpiões

Alerta no Distrito Federal: dados epidemiológicos da Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar (Gevitha), da Secretaria de Saúde, apontaram que casos de picadas de escorpiões aumentaram em 45% em 2023. Entre os meses de janeiro e maio, foram registradas 1134 ocorrências. No mesmo período do ano passado houve 780 acidentes desse tipo. A Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) da Secretaria de Saúde informou que foram feitos 899 chamados para captura de escorpião entre janeiro e maio de 2022. Em 2023, o número chegou a 1222, o que representa o aumento de 35%.

“De modo geral, tem crescido bastante o número de casos nos últimos anos não só no DF, mas no país inteiro. Saímos de 400 ou 500 casos para mais de 2 mil”, disse o biólogo da Dival, Israel Moura.

A ocupação irregular do solo e mudanças climáticas contribuem para o surgimento de escorpiões e, consequentemente, para o aumento no número de acidentes. Escorpiões costumam se esconder em ambientes escuros e úmidos durante o dia. À noite, saem em busca de alimentos, principalmente baratas. Por isso, é importante prestar atenção aos espaços onde o animal se esconde – como entulhos, ralos, caixas de esgoto. É importante fechar ralos de banheiros, tanques e pias, vedar frestas em paredes, muros, rodapés, janelas e portas, além de utilizar borracha de vedação ou rolos de areias nas portas.

O uso de inseticidas é desaconselhável, pois o produto, em vez de matar, pode apenas expulsar o animal do esconderijo, avisou o biólogo Israel Moura.

"Não há comprovações de que o inseticida funcione contra escorpiões em ambientes urbanos", afirmou.

Manter a moradia e os quintais sempre limpos e sem entulho é fundamental, além de combater a proliferação de baratas e fazer faxinas frequentes atrás de móveis e eletrodomésticos, dando atenção especial a sofás, camas, roupas e sapatos.

“Nos locais onde há pessoas mais vulneráveis, como escolas, asilos, unidades de saúde, fazemos visitas rotineiras; já nas residências, somos acionados pelo morador e uma equipe vai até o local na tentativa de coletar o escorpião ou explicar como as pessoas podem proceder”, explicou Israel Moura.

Caso um escorpião seja encontrado na residência, é necessário comunicar à Vigilância Ambiental por meio dos números 160 e (61) 2017-1344, ou pelo e-mail gevapac.dival@gmail.com. Uma equipe será enviada para capturar o animal. A Secretaria de Saúde disponibiliza os serviços do Centro de Informação e Assistência Toxicológica, que atende nos números 0800 644 6774 ou 0800 722 6001. As equipes auxiliam com informações sobre os primeiros cuidados.

Em caso de picadas, recomenda-se lavar o local afetado com água e sabão e procurar um pronto-socorro para realizar avaliação médica. Se possível, capturar o animal ou tirar fotos para identificação. O profissional da saúde vai observar se é um caso leve ou se há a necessidade de utilizar um soro antiescorpiônico.

*Fonte: Secretaria de Saúde do DF. Foto: divulgação/Ministério da Saúde