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QUE FRIO

El Niño torna inverno mais chuvoso no Sul e Sudeste do Brasil

Mesmo fenômeno aumenta a seca no Norte, Nordeste e parte norte do Centro-Oeste

19/06/2023 08h11
Por: Patricia Oliveira
El Niño não tem um tempo previsível de duração, e pode se estender entre 6 meses a 2 anos. Foto de Elza Fiúza/Agência Brasil
El Niño não tem um tempo previsível de duração, e pode se estender entre 6 meses a 2 anos. Foto de Elza Fiúza/Agência Brasil

O inverno chega, oficialmente, no próximo dia 21, mas as chuvas e temperaturas mais baixas já afetam as regiões Sul e Sudeste do país. A culpa não é da estação mais fria do ano, e sim do fenômeno El Niño. Sua influência aumenta a incidência de chuvas no Sul e Sudeste, e atenua a seca em toda a metade norte do país.

Nesta segunda-feira, 19, Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, deve ter mínima de 6 graus Celsius (C°), e Curitiba, capital do Paraná, de 7C°. O tempo frio deve provocar geadas em cidades dos dois estados e de Santa Catarina hoje, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Climatempo. Pancadas de chuva devem voltar a ser registradas em POA na quarta, 21, e na quinta-feira, 22. No Sudeste, São Paulo tem previsão de temperatura mínima de 12C° nessa segunda, 11C° na quarta, e 10C° na quinta. Belo Horizonte (Minas Gerais) também pode começar o inverno com mínima de 10Cº e, para o Rio de Janeiro e Vitória (Espírito Santos), estão previstas mínimas de 15C° e 16C°, respectivamente.

Fenômeno El Niño

O El Niño afeta o Brasil aumentando a seca no Norte, Nordeste e parte norte do Centro-Oeste, e provocando o oposto no Sudeste e Sul, com volumes de chuva maiores que o normal. O fenômeno ocorre quando as águas do Oceano Pacífico na faixa da Linha do Equador aquecem mais do que o normal, o que altera o sistema de ventos em toda a América do Sul, impedindo que as frentes frias que vêm do Sul avancem além do Sudeste do Brasil.

O Centro de Previsão Climática da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa) confirmou que o El Niño já se formou, e tende a se fortalecer ao longo do inverno. O fenômeno não tem um tempo previsível de duração, e pode se estender entre seis meses a dois anos.

*Fonte: Agência Brasil

 

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