ILUSÃO
Polícia Civil de Goiás prende nove pessoas acusadas de dar golpe da 'casa própria'
Vítimas eram de origem humilde e tinham promessas de imóveis populares ou terras para cultivo
22/06/2023 16h58 Atualizada há 3 anos
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Chefe da organização criminosa criou duas associações que cobravam inscrição e mensalidade das famílias. Foto: Polícia Civil do estado de Goiás

Nove pessoas foram presas após serem investigadas por crimes de estelionato, nesta quinta-feira, 22. Segundo a Polícia Civil do estado de Goiás, os presos ludibriavam as vítimas com promessas de casa própria ou terreno em zona rural. Segundo o delegado Gil Bathaus, coordenador da operação que resultou nas nove prisões, os mandados foram cumpridos em um município baiano, e nas cidades goianas de Uruaçu, Aparecida de Goiânia, Trindade, Itaberaí, Silvânia e São Miguel do Araguaia. 

Também foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão. O grupo é investigado por cooptar pessoas de origem humilde, com a promessas de favorecimento em sorteio de casas populares ou terras para cultivo. O delegado disse que a operação começou em maio, quando foi feita uma denúncia sobre uma associação criminosa voltada para prática de crimes de estelionato.

"Procedemos a investigação e constatamos que os investigados usavam o nome da Agehab e do Incra para conseguir filiados alegando que quem fosse ligado ao projeto Colônia Social ou a CTR Brasil teria facilidade no sorteio das casas pela Agehab ou na doação de terras pelo Incra, fato que não procede de forma alguma e esses órgãos não tem envolvimento nenhum nisso”, contou Gil Bathaus.

As investigações apontaram que o chefe da organização criminosa criou duas associações com a suposta finalidade e cobrava inscrição e mensalidade das famílias inscritas.

“É importante deixar bem claro que a Agehab não tem parceria com nenhuma espécie de instituição, apenas com prefeituras e que toda ação é gratuita seguindo o regramento e os chamamentos que ocorrem de forma pública. Não existe qualquer chance da Agehab ter favorecimento, pois utilizamos sorteio, que é totalmente auditado pelo Ministério Público, esses sorteios são de famílias que se cadastraram seguindo o regramento”, explicou o diretor de Regularização Fundiária e Desenvolvimento Social da Agehab, Bruno Pinheiro.

*Fonte: Agência Cora Coralina