Operação Policial
Empresários e servidores são alvos de operação contra fraudes em licitações em Cidade Ocidental
Ao todo, 114 policiais civis de Goiás e do Distrito Federal cumprem 32 mandados de busca e apreensão
18/03/2025 09h39
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Ao todo, 114 policiais civis de Goiás e do Distrito Federal cumprem 32 mandados de busca e apreensão

A Polícia Civil de Goiás (PC-GO) deflagrou, na manhã desta terça-feira (18), uma megaoperação para investigar um esquema de fraudes em licitações e contratos administrativos que teriam desviado R$ 59,1 milhões dos cofres públicos entre os anos de 2017 e 2024. O esquema envolveria ao menos 10 empresas ligadas a amigos e parentes do ex-prefeito de Cidade Ocidental, Fábio Correa.

A ação é conduzida pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (DECCOR), que apura a existência de crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

Ao todo, 114 policiais civis de Goiás e do Distrito Federal cumprem 32 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), além de quebras de sigilo bancário e fiscal. As operações ocorrem em Cidade Ocidental, Valparaíso, Novo Gama, Luziânia e no Distrito Federal.

Fraudes em contratos públicos

Durante as investigações, a polícia identificou que as empresas investigadas se revezavam na obtenção de contratos públicos em diversas áreas, incluindo manutenção de veículos da prefeitura, locação de automóveis, fornecimento e manutenção de equipamentos de informática, execução de obras públicas e serviços de monitoramento de espaços públicos.

Muitos desses contratos apresentavam indícios de sobrepreço e eram firmados sem justificativa adequada, por meio de dispensa de licitação ou processos licitatórios simulados. Também foram identificados aditivos contratuais que aumentavam irregularmente os valores pagos e garantiam a manutenção dos contratos com empresas ligadas a agentes municipais.

Evolução patrimonial suspeita

A PC-GO também aponta que alguns dos envolvidos apresentaram uma evolução patrimonial incompatível com seus rendimentos, ostentando bens de alto valor em redes sociais e eventos públicos. Alguns desses investigados já haviam sido alvos de operações anteriores na esfera federal.

As autoridades continuam as investigações para aprofundar as apurações e identificar outros possíveis envolvidos no esquema fraudulento.