Publi Cintia 1
Publi Cintia 2
ULÁLÁ

Dia do Orgasmo: dicas para quebrar tabus e aproveitar mais e melhor os momentos de prazer

Questões sociais, culturais, educacionais e anatômicas prejudicam, principalmente, as mulheres

31/07/2023 11h46
Por: Patricia Oliveira
Orgasmo múltiplo, garantem especialistas, se conquista com alguma prática. Foto: Banco de imagens/Freepik
Orgasmo múltiplo, garantem especialistas, se conquista com alguma prática. Foto: Banco de imagens/Freepik

Hoje, 31 de julho, é comemorado o Dia Mundial do Orgasmo. Segundo membro da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana, Claudia Petry, por uma questão social, o homem sempre foi muito mais estimulado a conhecer o próprio corpo, a se masturbar. Para a mulher, isso sempre foi um tabu, algo proibido e pecaminoso por questões culturais e de educação. Ela explica que, enquanto um menino, quando vai crescendo, consegue ter fácil acesso ao pênis, as mulheres possuem um órgão completamente interno.

"A gente consegue sentir, mas não consegue ver. Esta condição, tanto social como anatômica, deixa o homem com vantagens para o seu orgasmo”, diz Claudia.

Multiplica - Todas as mulheres, garante Claudia Petry, são capazes de sentir orgasmo. O homem, ela explica, pode chegar ao orgasmo e ter um novo orgasmo. Já a mulher consegue ter múltiplos orgasmos se continuar a ser estimulada pelo parceiro ou continuar se estimulando.

Benefícios - Entre os benefícios que o orgasmo traz para o corpo das pessoas estão a liberação do 'hormônio da felicidade', tonificação do assoalho pélvico - porque acontecem contrações involuntárias -, melhora do humor, diminuição da ansiedade, melhoria da intimidade e da parceria, e sensação de prazer em vários aspectos na vida. Mas, algumas mulheres podem relatar dor de cabeça após o orgasmo. Quando isso ocorre, a orientação é procurar um médico que tenha um olhar para a sexualidade, para tentar entender o que está acontecendo.

Brinquedinhos - Como o orgasmo é a resposta do índice de excitação sexual do ser humano, a mulher, principalmente, não deve ficar preocupada se vai ter ou não orgasmo, mas trocar pensamentos limitantes e ampliar a sensação corporal, o conhecimento sobre como seu corpo responde a estímulos externos. Claudia Petry afirma que uma boa ferramenta para a percepção do orgasmo são os vibradores, ou brinquedos eróticos.

“Eles vêm para, justamente, colaborar com as mulheres. Porque nós temos muitas distrações cognitivas também. Por exemplo, você está no meio da relação sexual e se lembra do boleto que esqueceu de pagar. Nós, mulheres, temos muita dificuldade de nos concentrar na nossa sensação física. E o vibrador é um excelente recurso para que a gente se mantenha atenta ao corpo”, explica.

Anorgasmia - É uma disfunção sexual feminina, ou seja, mulheres que não conseguem chegar ao orgasmo. O primeiro passo para o tratamento da anorgasmia é que a mulher consiga ter um orgasmo sozinha porque, quando se está em uma interação com outra pessoa, as mulheres tendem a se preocupar mais em dar prazer para o outro do que em buscar ter prazer. A descoberta individual, a partir da erotização da mente, leva essa mulher a chegar ao orgasmo.

Beijo - Já Dani Fontinele, membro da Associação Brasileira dos Profissionais de Saúde, Educação e Terapia Sexual (Abrasex), explica que o beijo tem grande importância para que a mulher atinja o clímax. Estudo realizado pela Universidade de Barcelona aponta que o beijo estimula a liberação de quatro neurotransmissores que geram diversas reações na mulher: a dopamina e serotonina, que aumentam o prazer; a epinefrina, que aumenta a frequência cardíaca, o tônus muscular e o suor; e a ocitocina, que gera bem-estar, afeto e confiança. Também há liberação de outras substâncias, como a feniletilamina, que eleva o desejo sexual na mulher, principalmente quando se trata do primeiro beijo, mesmo em relações diferentes. Já o óxido nítrico, que relaxa os vasos sanguíneos, provoca aumento do fluxo de sangue e, em consequência, maior excitação e sensibilidade na região genital.

Prática - O orgasmo múltiplo se conquista com alguma prática. Ele é possível para todas as mulheres. Para que isso aconteça, a dica de Dani Fontinele é mudar o estímulo: se a mulher teve orgasmo com estímulo manual, deve começar a praticar com um vibrador. A exceção são mulheres que tenham algum problema biológico, fisiológico ou hormonal. Para ter um orgasmo, Dani acentuou a necessidade de a mulher se conhecer e se tocar. O ideal é que a mulher se conheça, veja onde gosta de ser tocada e como gosta, para mostrar isso para o parceiro.

"Peguem um espelho e se olhem. Coloquem a mão, vejam como funciona, onde é sensível, onde não é. Se a mulher não conseguir se olhar ou se tocar, deve procurar ajuda de um ginecologista ou terapeuta sexual", recomenda Fontinele.

*Fonte: Agência Brasil

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários