Peso pesado
Catarinense bate recorde brasileiro no terceiro dia do Campeonato Mundial de halterofilismo em Dubai
Ezequiel Correa ergue 186 kg e supera sua própria marca, estabelecida em 2022; Seleção Brasileira nos Emirados Árabes conta com 23 atletas de 12 unidades federativas
24/08/2023 19h50
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Foto: Comitê Paralímpico Brasileiro

O catarinense Ezequiel Correa bateu o recorde brasileiro da categoria até 72 kg ao suportar 186 kg em seu segundo e melhor levantamento nesta quinta-feira, 25, durante o Campeonato Mundial de halterofilismo de Dubai. O atleta superou sua própria marca anterior de 184 kg obtida em julho de 2022, durante o Campeonato Brasileiro Loterias Caixa, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

As disputas nos Emirados Árabes começaram na terça-feira, 22, e vão até 30 de agosto no hotel Hilton Habtoor City, onde as delegações estão hospedadas. O evento conta com 495 atletas de 78 países. O Brasil conquistou uma medalha de bronze na categoria adulta e outra de ouro, entre os juniores, ambas com a mineira Lara Lima.

A Seleção Brasileira se faz presente com uma equipe de 23 halterofilistas, de 12 unidades federativas (AM, BA, MG, PA, PB, PE, PR, RJ, RN, RS, SC e SP). A delegação é formada por aqueles que alcançaram os índices estabelecidos pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) durante a Primeira Fase Nacional do Circuito Loterias Caixa, em março, e o Campeonato Brasileiro Loterias Caixa, em abril, ambas no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. O Mundial é realizado pela terceira vez em Dubai, onde já esteve em 1998 e 2014 e é etapa obrigatória para qualificação aos Jogos paralímpicos de Paris 2024.

O levantamento de 186 kg de Ezequiel deu a ele a nona colocação, em uma categoria que contou com a participação de 29 competidores. O catarinense ainda tentou um terceiro movimento, com 18 9kg na barra, anulado pela arbitragem. O ouro ficou com o malásio Bonnie Bunyau Gusti (231kg, novo recorde Mundial da categoria, superando os 230kg do próprio atleta em junho de 2021), a prata com o italiano Donato Telesca (202kg) e o bronze com o usbeque Bekzod Jamilov (200kg).

“Fizemos uma competição consciente, sabendo que os atletas eram muito fortes, e cumprimos nossa missão, de melhorar minha marca internacional. Não entendi o motivo que levou o meu último movimento a ser anulado, mas estou muito feliz com meu resultado. Posso falar de boca cheia que foi a melhor competição internacional que eu fiz”, afirmou o catarinense, Que tem má-formação congênita na fíbula, osso da parte inferior da perna.

O halterofilista, campeão parapan-americano em Lima 2019, disse que volta aos treinamentos já na próxima terça-feira, 29, com o objetivo de alcançar o bicampeonato continental no Parapan de Santiago, em novembro. “Fomos campeões em 2019 e, agora, vamos para cima do Dimas Vasquez, com quem brigo diretamente, buscar esse bicampeonato”, disse, citando o panamenho Rey Melchor Dimas Vasquez , adversário que encerrou o Mundial na sétima posição, com a marca de 190kg

A quarta-feira ainda teve a participação de duas atletas brasileiras na categoria acima de 86 kg. A paranaense Márcia Menezes, bronze no Mundial de 2014, ficou na 11ª posição, com a marca de 117 kg em seu terceiro levantamento. Já a baiana Edilândia Araújo voltou a participar de um Mundial após 13 anos, suportou 123 kg e ficou na nona Colocação. O pódio da categoria foi formado pela chinesa Xuemei Deng, em primeiro lugar (150kg), pela egípcia Nadia Ali, em segundo (144kg), e pela polonesa Marzena Zieba, terceiro (137kg).